Arquivo da categoria: Acidental

Com Quantas Mortes Se Faz Uma Criança?

Com Quantas Mortes Se Faz Uma Criança?

Ele só tinha cinco anos
Quando aprendeu que ganha quem mata mais.
Com quantas mortes se faz uma brincadeira?
Uma infância, um cidadão?
Não sei, mas é melhor
Matar esse papo.

Anúncios

Marcos, 12, 17

Marcos 12, 17

A César o que é de César,
A Deus, o que é de Deus
Se a terra, a nós foi dada
Por que pagar para usá-la?

Por que pagar para usá-la?

Se eu sou homem pra construir
Também serei, pra usufruir
Vamo ocupar toda cidade
Do Morro até, o Marco Zero
Comer farofa em Boa Viagem
No fim da tarde, pegar o busão
Encher o shopping da malandragem
Rio Mangue não, só caranguejo
Rio mangue não, só caranguejo
Rio mangue não, só caranguejo!

Poesia Pra Todo Mundo

Poesia Pra Todo Mundo

Recusei o lirismo
A métrica a eloquência
Dos poetas das ciência
Que a tantos inda encanta
Mas que ao povo não toca
Por pensada ignorância.

Bebi da cana deixada
De herança por aqueles
QUe entre um metrô e outro
Na catinga de suor do povo
Fez sua arte, poesia.

E bêbo de sentimentos
Comecei vomitar versos
Da conversa que Zezinho
Conversava com Maria
De manhã na agonia
Da feira dali de baixo
Uns gritando outros baixo
É a minha heresia
No regime de letrados
Um mói de democracia

O Fim de um Amor?

O Fim de um Amor?

E agora que querem me privar de ti
Como farei pra sentir o prazer
Que só tu me provocas?
E agora, que querem me impedir
De em tuas veias percorrer
Como farei, pra me embriagar de tuas histórias?
E agora, como te namorar
Se me tornei o pretinho, ameaça pra carteira?
E agora minha podre amante?
O que fazer se não curto
A nobre vestimenta que exiges, o abadá?
E agora?
Continuarei aqui, do lado de fora da climatização
Longe das tuas novas companhias
Bebendo Pitu, e te vendo em fotografias
Por que não te troco, por uma nova…