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Marcos, 12, 17

Marcos 12, 17

A César o que é de César,
A Deus, o que é de Deus
Se a terra, a nós foi dada
Por que pagar para usá-la?

Por que pagar para usá-la?

Se eu sou homem pra construir
Também serei, pra usufruir
Vamo ocupar toda cidade
Do Morro até, o Marco Zero
Comer farofa em Boa Viagem
No fim da tarde, pegar o busão
Encher o shopping da malandragem
Rio Mangue não, só caranguejo
Rio mangue não, só caranguejo
Rio mangue não, só caranguejo!

Poesia Pra Todo Mundo

Poesia Pra Todo Mundo

Recusei o lirismo
A métrica a eloquência
Dos poetas das ciência
Que a tantos inda encanta
Mas que ao povo não toca
Por pensada ignorância.

Bebi da cana deixada
De herança por aqueles
QUe entre um metrô e outro
Na catinga de suor do povo
Fez sua arte, poesia.

E bêbo de sentimentos
Comecei vomitar versos
Da conversa que Zezinho
Conversava com Maria
De manhã na agonia
Da feira dali de baixo
Uns gritando outros baixo
É a minha heresia
No regime de letrados
Um mói de democracia

O Fim de um Amor?

O Fim de um Amor?

E agora que querem me privar de ti
Como farei pra sentir o prazer
Que só tu me provocas?
E agora, que querem me impedir
De em tuas veias percorrer
Como farei, pra me embriagar de tuas histórias?
E agora, como te namorar
Se me tornei o pretinho, ameaça pra carteira?
E agora minha podre amante?
O que fazer se não curto
A nobre vestimenta que exiges, o abadá?
E agora?
Continuarei aqui, do lado de fora da climatização
Longe das tuas novas companhias
Bebendo Pitu, e te vendo em fotografias
Por que não te troco, por uma nova…